Ao ler uma matéria na Scientific American sobre os rastros digitais que deixamos diariamente, resolvi passar um dia com um bloco de anotações a tiracolo (ainda não consigo usar o do celular), registrando todos os meus rastros digitais durante um dia normal de trabalho. Ou, pelo menor, registrando aqueles de que tenho consciência.
Abaixo, as atividades de meu dia, seguidas dos rastros digitais deixados por elas. Leia divirta-se e assuste-se. Todos nós estamos sendo vigiados pelo Grande Irmão.
1. Acordar e ligar o celular: GPS do Iphone.
2. Malhar no condomínio do prédio: câmeras no elevador e na academia.
3. Ir ao trabalho: câmeras do condomínio (elevador e garagem); câmeras da cidade; câmeras do prédio em que fica meu escritório (garage, elevador, lobby do escritório); registro de minha entrada no prédio.
4. Ligar o computador: envio e recebimento de emails.
5. Checar Facebook no Iphone: curtir a foto do bebê lindo de uma grande amiga.
6. Reunião interna à distância: câmeras no lobby e na sala de reunião; teleconferência (supostamente segura).
7. Recebimento de seis ligações no celular pela manhã (duas das quais me deixariam, digamos, constrangida se fosse estampada na capa de um jornal).
8. Entrar no Wat’s App: troca de mensagens com amigo para marcar almoço.
9. Tirar dinheiro para táxi: registro de saída do escritório; câmeras do prédio em que está meu escritório (elevador, lobby, etc. O básico da “segurança”); câmeras do shopping (infinitas, nem pude ousar contar); câmera do caixa eletrônico; registro de meu uso do cartão.
10. Ir almoçar: chamar táxi pelo site da cooperativa; câmeras na rua; pagamento da conta do almoço com cartão.
11. Retorno ao escritório: mais câmeras nas ruas, no elevador e no lobby de meu escritório; registro de minha entrada no sistema do prédio.
12. Mais mensagens pelo What’s App, desta vez com o maridão dengoso.
13. Ainda mais troca de emails (as pessoas são tão indiscretas no mundo virtual... Nem pensam que seu correio eletrônico pode estar sendo observado).
14. Durante a tarde, recebimento de outras quatro ligações (fico desconfortável em receber uma delas).
15. Reunião externa à tarde: registro de minha saída do escritório; câmeras no lobby, elevador, garagem do prédio; câmeras na rua; registro de minha entrada no local em que acontecerá a reunião; mais câmeras por todo lado (espero que não no banheiro, por onde tive que passar).
16. Retorno ao escritório: mais um registro de entrada; as mesmas câmeras que me filmam diversas vezes ao dia, vinte dias ao mês.
17. Olho para o Iphone. Recebi outros emails. Tento não respondê-los. Esta minha lista está comprida demais para meu gosto. Mas sofro da síndrome da pronta resposta, doença moderna criada pelo acesso pelo celular de seus emails pessoais e profissionais. Quem consegue não responder na hora? Desesperadamente impossível.
18. Recebo uma mensagem pelo What’s App. É a minha mãe perguntando como estou e pedindo mais fotos dos meus bebês. São os meus gatinhos lindos. Não. Já chega de rastros digitais por hoje. Uma mulher tem que saber se controlar. Mas aí me lembro da foto linda que tirei da minha bolinha de pelo dormindo dentro da minha bolsa ontem à noite. Que droga! Mandei. Fofura é mais irresistível para mim que chocolate quando estou naqueles dias.
19. Já completamente paranóica (mais que o normal) e imaginando a polícia federal invadindo minha casa no meio da noite, Fecho tudo e volto ara casa. Mais uma lista: registro de minha saída; câmeras no lobby do escritório, no elevador e garagem do prédio; câmeras nas ruas; câmeras do meu condomínio (garagem e elevador). Chego em casa, desligo o celular (deveria tirar também a bateria?), e curto minha privacidade com meus três amores. Quer dizer, isso é o que acho...
20. Droga. No dia seguinte lembro-me de outro rastro que deixei. Comprei um filme no NOW. Privacidade é realmente o maior luxo do século XXI.
Citação: Scientific American Brasil. Novembro de 2013. Nº 138.
sábado, 16 de novembro de 2013
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Melhores frases: Jane Austen / Orgulho e Preconceito
O meu romance favorito. Motivo puro e simples para ser minha primeira escolha. Mas, ao analisar as frases dessa bela obra para escolher as dez melhores, percebi o quanto também o livro pode ser uma aula de história, especialmente sobre os valores e prioridades da época. Espero que curtam lê-las tanto quanto eu adorei escolhê-las. E aceito mais sugestões! Selecionar apenas dez foi um trabalho árduo.
10. It is a truth universally acknowledged, that a single man in possession of a good fortune, must be in want of a wife.
9. Happiness in marriage is entirely a matter of chance.
8.I am the happiest creature in the world. Perhaps other people have said so before, but not one with such justice. I am happier even than Jane; she only smiles, I laugh.
7.Could there be finer symptoms? Is not general incivility the very essence of Love?
6.He is a gentleman, and I am a gentleman's daughter. So far we are equal.
5.We are all fools in Love.
4.A lady's imagination is very rapid; it jumps from admiration to love, from love to matrimony in a moment.
3.Laugh as much as you choose, but you will not laugh me out of my opinion. People themselves alter so much, that there is something new to be observed in them for ever.
2.Vanity and pride are different things, though the words are often used synonymously. A person may be proud without being vain. Pride relates more to our opinion of ourselves, vanity to what we would have others think of us.
1.Our scars make us know that our past was for real.
10. It is a truth universally acknowledged, that a single man in possession of a good fortune, must be in want of a wife.
9. Happiness in marriage is entirely a matter of chance.
8.I am the happiest creature in the world. Perhaps other people have said so before, but not one with such justice. I am happier even than Jane; she only smiles, I laugh.
7.Could there be finer symptoms? Is not general incivility the very essence of Love?
6.He is a gentleman, and I am a gentleman's daughter. So far we are equal.
5.We are all fools in Love.
4.A lady's imagination is very rapid; it jumps from admiration to love, from love to matrimony in a moment.
3.Laugh as much as you choose, but you will not laugh me out of my opinion. People themselves alter so much, that there is something new to be observed in them for ever.
2.Vanity and pride are different things, though the words are often used synonymously. A person may be proud without being vain. Pride relates more to our opinion of ourselves, vanity to what we would have others think of us.
1.Our scars make us know that our past was for real.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Teoria dos Antigos Astronautas: as formas geométricas gigantes de Nanasca
Nanasca, o nome original de Nazca (ou Nasca, como os locais escrevem), significa “terra de dor e sofrimento”. O local foi assim designado das secas pelas quais a população passava. O interessante é que foi exatamente o “sofrimento” desse povo que teria gerado tantas construções muito avançadas para a época. Tão avançadas que a região passou a ser conhecida pelos ufólogos como um possível local de presença dos “Antigos Astronautas”.
Mas a tecnologia de Nazca que a transformou em destino turístico e alvo de interesse dos ufólogos foram suas famosas Linhas, geóglifos de animais, figuras geométricas e até de uma “pessoa”. Esta última, na minha opinião, foi a mais assustadora, pois a criatura parece um astronauta da Naza te dando tchauzinho do céu. No momento que o vi do avião, realmente pensei que o doido da Discovery poderia ter uma teoria com um fundo de verdade...
Em Nasca, eles de fato explicam como o povo de Nanasca fazia as linhas (há até um pequeno museu para o tema). Mas meu guia, especialista na cultura local, não conseguiu dizer ao certo por que os “nanascas” começaram a fazê-las (especialmente algumas das figuras geométrocas gigantescas que mais parecem pista de pouso). Na série “grandes mistérios” da Super sobre civilizações perdidas, a melhor explicação para as Linhas de Nazca seria o uso para procissões e resultados religiosos. Mas, ao ver a grandeza das formas geométricas, fica difícil acreditar que seria somente para isso.
Seja qual for a verdade, acho que o mais interessante é curtir a experiência e aceitar o fato de que talvez nunca saibamos o que realmente elas significam.
Mas a tecnologia de Nazca que a transformou em destino turístico e alvo de interesse dos ufólogos foram suas famosas Linhas, geóglifos de animais, figuras geométricas e até de uma “pessoa”. Esta última, na minha opinião, foi a mais assustadora, pois a criatura parece um astronauta da Naza te dando tchauzinho do céu. No momento que o vi do avião, realmente pensei que o doido da Discovery poderia ter uma teoria com um fundo de verdade...
Em Nasca, eles de fato explicam como o povo de Nanasca fazia as linhas (há até um pequeno museu para o tema). Mas meu guia, especialista na cultura local, não conseguiu dizer ao certo por que os “nanascas” começaram a fazê-las (especialmente algumas das figuras geométrocas gigantescas que mais parecem pista de pouso). Na série “grandes mistérios” da Super sobre civilizações perdidas, a melhor explicação para as Linhas de Nazca seria o uso para procissões e resultados religiosos. Mas, ao ver a grandeza das formas geométricas, fica difícil acreditar que seria somente para isso.
Seja qual for a verdade, acho que o mais interessante é curtir a experiência e aceitar o fato de que talvez nunca saibamos o que realmente elas significam.
domingo, 10 de novembro de 2013
Ficção científica ou realidade científica: Idiocracy
Quando fui assitir ao filme, esperava apenas um típico besterol americano. Só que no futuro. E é realmente um besterol, mas a história por trás me deixou com a pulga atrás da orelha: o soldado de inteligência média que fica “hibernado” por acidente durante quinhentos anos. Quando acorda, ele é o homem mais brilhante do mundo, porque a população emburreceu absurdamente. Fiquei tão intrigada que fui pesquisar na internet se isso era realmente possível.
E é. De acordo com um artigo que achei de 2010, a queda da média de QI da população mundial seria consequência de um processo chamado fertilidade disgênica. E o que diabos é isso? Perguntei-me a mesma coisa. É o seguinte: casais com QI mais alto têm cada vez menos filhos, e o oposto ocorre com casais de QI médio ou baixo. Inclusive, uma pesquisa feita nos anos 90 relatou concluiu que mulheres com um QI médio de 111 tinham 1,6 filhos, enquanto aquelas com QI médio de 81 tinham 2,6 filhos. O problema todo é que muitos defendem que a inteligência seria hereditária. Se for, a realidade do Idiocracy, em que os seres humanos não passam de babões que comem junk food e assistem à TV o dia inteiro pode realmente se tornar uma realidade. Pensando bem, o mundo de amanhã já é hoje... Ou quase...
Citação: http://www.blogdasaude.com.br/saude-mental/2010/11/08/cientistas-acreditam-que-o-qi-mundial-esta-diminuindo/
E é. De acordo com um artigo que achei de 2010, a queda da média de QI da população mundial seria consequência de um processo chamado fertilidade disgênica. E o que diabos é isso? Perguntei-me a mesma coisa. É o seguinte: casais com QI mais alto têm cada vez menos filhos, e o oposto ocorre com casais de QI médio ou baixo. Inclusive, uma pesquisa feita nos anos 90 relatou concluiu que mulheres com um QI médio de 111 tinham 1,6 filhos, enquanto aquelas com QI médio de 81 tinham 2,6 filhos. O problema todo é que muitos defendem que a inteligência seria hereditária. Se for, a realidade do Idiocracy, em que os seres humanos não passam de babões que comem junk food e assistem à TV o dia inteiro pode realmente se tornar uma realidade. Pensando bem, o mundo de amanhã já é hoje... Ou quase...
Citação: http://www.blogdasaude.com.br/saude-mental/2010/11/08/cientistas-acreditam-que-o-qi-mundial-esta-diminuindo/
sábado, 9 de novembro de 2013
Melhores falas: Inception
Depois de assistir ao eletrizante, louco e paranóico Memento (no Brasil, Amnésia), achei que Christopher Nolan nunca conseguiria se superar. Ele chegou bem perto com sua versão cinematográfica de Batman, é verdade (conseguindo, inclusive, criar uma versão do Joker melhor do que aquela de Burton), mas acho que a superação mesmo veio somente com A Origem. Ressaltando que o filme com Di Caprio é somente ligeiramente melhor que aquele estrelado por um sensacional Guy Pierce. Seguem as melhores falas – ao menos para mim – de Inception.
13.
Arthur: Five minutes in the real world gives you an hour in the dream world.
12.
Eames: Listen, if you're going to perform inception you need imagination.
Dom Cobb: Let me ask you something, have you done it before?
Eames: We tried it, we got the idea in place but it didn't take.
Dom Cobb: You didn't plant it deep enough?
Eames: Well, it's not about depth. You need the simplest version of the idea in order for it to grow naturally in the subject's mind. It's a very subtle art.
11.
Dom Cobb: She'll be back. I've never seen anyone pick it up that quickly before. Reality is not going to be enough for her now.
10.
Dom Cobb: Building a dream from your memory is the easiest way to lose your grasp on what's real and what isn't real.
9.
Ariadne: Mind telling your subconscious to take it easy.
8.
Browning/Eames: I just don't know. He loved you, Robert. In his own way.
Robert Fischer: His own way? At the end he called me into his deathbed, he could barely speak but he took the trouble to tell me one last thing. He pulled me close and I could only make out one word, "disappointed".
7.
Dom Cobb: No idea is simple when you need to plant it in somebody elses mind.
6.
Dom Cobb: I have it under control.
Arthur: I'd hate to see you out of control.
5.
Arthur: So now you've noticed how much time Cobb spends doing things he says never to do.
4.
Ariadne: Who'd wanna be stuck in a dream for ten years? Yusuf: [smiling] Depends on the dream.
3.
Dom Cobb: To wake up from that after...after years, after decades, to become old souls thrown back into youth like that. I knew something was wrong with her, but she just wouldn't admit it. Eventually she told me the truth, that she was possessed by an idea. This one very simple idea that changed everything. That our world wasn't real, that she needed to wake up to come back to reality. That uh...in order to get back home we had to kill ourselves.
2.
Eames: They come here everyday to sleep?
Elderly man: No. They come to be woken up. The dream has become their reality. Who are you to say otherwise?
1.
Dom Cobb: What is the most resilient parasite? A bacteria? A virus? An intestinal worm? An idea. Resilient, highly contagious. Once an idea has taken hold of the brain it's almost impossible to eradicate. An idea that is fully formed, fully understood.
13.
Arthur: Five minutes in the real world gives you an hour in the dream world.
12.
Eames: Listen, if you're going to perform inception you need imagination.
Dom Cobb: Let me ask you something, have you done it before?
Eames: We tried it, we got the idea in place but it didn't take.
Dom Cobb: You didn't plant it deep enough?
Eames: Well, it's not about depth. You need the simplest version of the idea in order for it to grow naturally in the subject's mind. It's a very subtle art.
11.
Dom Cobb: She'll be back. I've never seen anyone pick it up that quickly before. Reality is not going to be enough for her now.
10.
Dom Cobb: Building a dream from your memory is the easiest way to lose your grasp on what's real and what isn't real.
9.
Ariadne: Mind telling your subconscious to take it easy.
8.
Browning/Eames: I just don't know. He loved you, Robert. In his own way.
Robert Fischer: His own way? At the end he called me into his deathbed, he could barely speak but he took the trouble to tell me one last thing. He pulled me close and I could only make out one word, "disappointed".
7.
Dom Cobb: No idea is simple when you need to plant it in somebody elses mind.
6.
Dom Cobb: I have it under control.
Arthur: I'd hate to see you out of control.
5.
Arthur: So now you've noticed how much time Cobb spends doing things he says never to do.
4.
Ariadne: Who'd wanna be stuck in a dream for ten years? Yusuf: [smiling] Depends on the dream.
3.
Dom Cobb: To wake up from that after...after years, after decades, to become old souls thrown back into youth like that. I knew something was wrong with her, but she just wouldn't admit it. Eventually she told me the truth, that she was possessed by an idea. This one very simple idea that changed everything. That our world wasn't real, that she needed to wake up to come back to reality. That uh...in order to get back home we had to kill ourselves.
2.
Eames: They come here everyday to sleep?
Elderly man: No. They come to be woken up. The dream has become their reality. Who are you to say otherwise?
1.
Dom Cobb: What is the most resilient parasite? A bacteria? A virus? An intestinal worm? An idea. Resilient, highly contagious. Once an idea has taken hold of the brain it's almost impossible to eradicate. An idea that is fully formed, fully understood.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Coisas que me irritam: o marketing do medo
Tem uma coisa me irritando muito nos últimos tempos, especialmente nos noticiários: a quantidade de conteúdo violento ao nosso redor. Não estou dizendo que não devemos falar sobre a violência cotidiana, mas acho que nosso foco deveriam ser as causas desse problema contemporâneo. Uma delas (e uma das principais, a meu ver) é a construção de estereótipos. E essa história não é nova. A massificação e coisificação de “Inimigos do Estado” são usadas há séculos (talvez possamos até falar em milênios) para legitimar a atuação desumana e ditatorial dos nossos líderes. O pior que a desculpa continua sendo a mesma: temos que destruir os marginalizados subumanos para protegermos os cidadãos honestos e corretos.
Já estamos tão acostumados com esse discurso que nem nos perguntamos a questão mais básica: por que esses sujeitos foram marginalizados em primeiro lugar? Não estou aqui pretendendo infantilizar pessoas agressivas e violentas ou dizer que não são responsáveis por seus atos, mas temos que admitir ao menos parte da culpa. Afinal de contas, é a sociedade quem cria os guetos, seja por conta das diferenças sociais, raciais, religiosas ou políticas. Até nas escolas estamos criando futuros (ou presentes, como pudemos ver dezenas de vezes nos últimos dez anos) sociopatas.
Quando vamos parar de simplesmente assistir às notícias violentas dizendo “Que absurdo, o mundo está ficando louco” e começar de fato a discutir o que as causa? Quando vamos parar de exigir dos políticos prisão para menores de idade e começar a sugerir projetos que de fato façam alguma diferença? Quando vamos parar de tratar pessoas como coisas e quebrar o paradigma do Direito Penal do Inimigo? As manifestações ao redor do mundo certamente são um início. Mas ainda temos um longo caminho pela frente, considerando que, nesse tema, evoluímos muito pouco em um lapso temporal bem longo.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Melhores falas - Parte IV: Revolver
Para mim, melhor filme de Guy Ritchie e de Jason Statham (no caso do ator, é o melhor de longe). E olha que sou fã de Snatch: Porcos e Diamantes, e absolutamente apaixonada pelo Sherlock Holmes de Robert Downey Jr. Mas os diálogos intrigantes, duros e densos de Revolver lhe garantem um lugar especial aqui no blog!
10.
Macha: Jesus, Paul! Why don't you just fucking rape me?
9.
Jake Green: The longer you listen, the sweeter the pitch.
8.
Jake Green: Dorothy Macha, the man responsible for the time I served. A man who'll pass a death sentence quicker than you'll pass the salt.
7.
Macha: You got a big mouth on a small head, sunshine.
6.
Jake Green: The greatest enemy will hide in the last place you would ever look.
5.
Macha: A wise man once told me... there's only one rule in this world, a small question that drives all success. The more a man invests in that question, the more powerful that man will become. Can you guess what that question is, Mr. Green? “What's in it for me?”
4.
Jake Green: This has become a large problem, Avi.
Avi: There's no such thing as problems, Mr. Green, only situations...
3.
Lord John: Greed is the only snake that cannot be charmed.
2.
Jake Green: We're just monkeys wrapped in suits, begging for the approval of others.
1.
Jake Green: One thing I've learned in the last seven years: in every game and con there's always an opponent, and there's always a victim. The trick is to know when you're the latter, so you can become the former.
10.
Macha: Jesus, Paul! Why don't you just fucking rape me?
9.
Jake Green: The longer you listen, the sweeter the pitch.
8.
Jake Green: Dorothy Macha, the man responsible for the time I served. A man who'll pass a death sentence quicker than you'll pass the salt.
7.
Macha: You got a big mouth on a small head, sunshine.
6.
Jake Green: The greatest enemy will hide in the last place you would ever look.
5.
Macha: A wise man once told me... there's only one rule in this world, a small question that drives all success. The more a man invests in that question, the more powerful that man will become. Can you guess what that question is, Mr. Green? “What's in it for me?”
4.
Jake Green: This has become a large problem, Avi.
Avi: There's no such thing as problems, Mr. Green, only situations...
3.
Lord John: Greed is the only snake that cannot be charmed.
2.
Jake Green: We're just monkeys wrapped in suits, begging for the approval of others.
1.
Jake Green: One thing I've learned in the last seven years: in every game and con there's always an opponent, and there's always a victim. The trick is to know when you're the latter, so you can become the former.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Você é o que você come? Medo.
Na semana passada, vi uma reportagem na televisão que me deixou sem opinião (acredite, não é nada normal). Falava sobre um projeto de lei em São Paulo que proíbe a produção e venda de foie gras na cidade, por conta crueldade de seu método de produção. O método, chamado gavage, envolve a alimentação forçada das aves, para que o fígado do pato fique gordo.
Comecei a pensar sobre outras coisas que comemos. Foi quando li uma reportagem que me assustou ainda mais. Era um pequeno artigo da Superinteressante sobre produção de frango. A primeira informação eu já tinha ouvido falar, mas não sabia que era tão extrema: como o uso de hormônios é proibido, os animais são tão turbinados com o uso maciço de antibióticos (quatro vezes mais do que nós consumimos). Isso faz com que os frangos tenham mais chances de ter bactérias e doenças, já que são resistentes ao remédio. A forma que os frangos são criados também é extremamente cruel. São, em média, treze animais para cada metro quadrado.
Para piorar, li ainda outra reportagem que me fez sentir uma assassina fria à la Dexter, da Galileu, que fala sobre as novas descobertas acerca da consciência animal. Especificamente sobre as galinhas, havia duas informações surreais: foi comprovado que a galinha tem consciência do próprio sofrimento e, além disso, ela tem empatia pelo sofrimento de suas companheiras.
Pense bem no que você come. Isso pode revelar um pouco mais de quem você é e, o mais importante, de quem você quer ser.
Citações: reportagem da SuperInteressante, Edição 324, outubro/2013, página 24. Reportagem da Galileu, Edição nº 265, agosto/2013, página 46.
domingo, 3 de novembro de 2013
Melhores falas de filmes - Parte III: The Help
Este é um dos meus filmes favoritos. Relata um momento histórico do apartheid nos Estados Unidos, com diálogos que são, ao mesmo tempo, de um momento único da sociedade norte-americana e também atuais. As atuações são magníficas, e o roteiro, uma ótima adaptação do livro de mesmo nome.
10.
Aibileen Clark: Miss Hilly was the first of the babies to have a baby. And it must have come out of her like the eleventh commandment, cause once Miss Hilly had the baby, every girl at the bridge table had to have one too.
9.
Eugenia 'Skeeter' Phelan: Oh, God! Oh, mother! You would not like him, trust me. He's a drunken asshole.
Charlotte Phelan: Love and hate are two horns on the same goat, Eugenia. You need a goat!
8.
'Skeeter': Did you know as a girl growing up, that one day you'd be a maid?
Aibileen Clark: Yes, ma'am. I did.
'Skeeter': And you knew that, because?
Aibileen Clark: My mama was a maid. My grandmama was a house slave.
7.
'Skeeter': What does it feel like to raise a white child, when you're own child's at home being looked after by somebody else?
6.
Eugenia 'Skeeter' Phelan: I got a job today.
Charlotte Phelan: Where?
Eugenia 'Skeeter' Phelan: Writin' for the Jackson Journal.
Charlotte Phelan: Great. You can write my obituary; Charlotte Phelan. Dead. Her daughter still single!
5.
Constantine Jefferson: Everyday...everyday you're not dead in the ground and you wake up in the mornin', you gonna have to make some decisions. Gotta ask yourself this question; am I gonna believe all them bad things them fools said about me today?
4.
Constantine Jefferson: Oh, you quit feelin' sorry for yourself. Now, that's ugly. Ugly is somethin' that grows up inside you. It's mean and hurtin', like them boys. Now, you're not one of them, is you?
3.
Aibileen Clark: Eighteen people died in Jackson that day. Ten white and eight black. God don't mind to pay to color once he decide to set a tornado loose.
2.
Charlotte Phelan: Courage sometimes skips a generation. Thank you, for bringin' it back to our family.
1.
Mrs. Walters: I may have trouble rememberin' my own name, or what country I live in. But there's two things I can't seem to forget. That my own daughter threw me into a nursin' home and that she ate Minny's shit. Good night.
10.
Aibileen Clark: Miss Hilly was the first of the babies to have a baby. And it must have come out of her like the eleventh commandment, cause once Miss Hilly had the baby, every girl at the bridge table had to have one too.
9.
Eugenia 'Skeeter' Phelan: Oh, God! Oh, mother! You would not like him, trust me. He's a drunken asshole.
Charlotte Phelan: Love and hate are two horns on the same goat, Eugenia. You need a goat!
8.
'Skeeter': Did you know as a girl growing up, that one day you'd be a maid?
Aibileen Clark: Yes, ma'am. I did.
'Skeeter': And you knew that, because?
Aibileen Clark: My mama was a maid. My grandmama was a house slave.
7.
'Skeeter': What does it feel like to raise a white child, when you're own child's at home being looked after by somebody else?
6.
Eugenia 'Skeeter' Phelan: I got a job today.
Charlotte Phelan: Where?
Eugenia 'Skeeter' Phelan: Writin' for the Jackson Journal.
Charlotte Phelan: Great. You can write my obituary; Charlotte Phelan. Dead. Her daughter still single!
5.
Constantine Jefferson: Everyday...everyday you're not dead in the ground and you wake up in the mornin', you gonna have to make some decisions. Gotta ask yourself this question; am I gonna believe all them bad things them fools said about me today?
4.
Constantine Jefferson: Oh, you quit feelin' sorry for yourself. Now, that's ugly. Ugly is somethin' that grows up inside you. It's mean and hurtin', like them boys. Now, you're not one of them, is you?
3.
Aibileen Clark: Eighteen people died in Jackson that day. Ten white and eight black. God don't mind to pay to color once he decide to set a tornado loose.
2.
Charlotte Phelan: Courage sometimes skips a generation. Thank you, for bringin' it back to our family.
1.
Mrs. Walters: I may have trouble rememberin' my own name, or what country I live in. But there's two things I can't seem to forget. That my own daughter threw me into a nursin' home and that she ate Minny's shit. Good night.
sábado, 2 de novembro de 2013
O meu medo é ter medo
Tenho tentado, diariamente, me fazer as seguintes perguntas: Estou feliz? O que eu poderia fazer para ficar ainda mais feliz? E a porcaria da pergunta que mais me assusta: o que estou deixando de fazer (por medo) que me deixaria mais feliz? O medo é aterrorizante. Porque, se temos medo de fazer algo, é porque se trata de alguma coisa arriscada, ou sobre a qual não temos total controle. As pessoas geralmente dizem que têm medo da morte, ou da doença, ou da perda. Não vou me fazer de durona e afirmar que essas coisas não me atingem. Sim, fico aterrorizada com tudo isso. Mas o meu maior medo é o próprio medo.
O meu maior temor é chegar ao final da vida pensando: por que não larguei tudo para ser escritora? Por que não aprendi a tocar piano? Por que não me casei em Vegas? Ou descobrir que tenho alguma doença que me impeça de fazer aquela viagem maravilhosa para Galápagos que eu sempre posterguei. Ou perceber que poderia ter visitado minha avó querida mais vezes apenas quando perdê-la. Isso sim é desgraça. Meu maior desejo – maior mesmo – é saber que, por mais que coisas ruins possam acontecer na minha vida, todas as boas foram aproveitadas ao máximo.
Tudo que quero, quando for uma velha caquética, é sentir que eu soube priorizar: que eu soube dar valor ao que merecia a minha atenção; que eu fiz e agi de acordo com a minha consciência, e não de acordo com a opinião alheia; que eu soube demonstrar para as pessoas exatamente o que eu sentia, ao invés do que eu deveria sentir; que eu criei o meu próprio caminho, e não apenas segui o dos outros; que eu, acima de tudo, nunca me traí.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Teoria dos Antigos Astronautas - Parte I: o Mistério nada misterioso dos moais
A teoria dos Antigos Astronautas continua na ordem do dia. Além da série Alienígenas do Passado, do History Channel, a tese – disseminada mundialmente pelo bestseller de Eric von Däniken – continua sendo citada em filmes (como o recente Prometheus, de ninguém menos que Ridley Scott) , reportagens, livros e todo e qualquer meio midiático. Como sou verdadeira fã de teorias conspiratórias, decidi ir a alguns dos lugares que supostamente foram visitados há centenas – até milhares – de anos por seres de outros planetas muito mais “evoluídos” que nós.
Um desses locais foi a Ilha de Páscoa, que está no capítulo 8 do “Eram os deuses astronautas?”. De acordo com a especulação dos defensores dessa teoria, os polinesos que lá habitavam não possuíam a tecnologia para esculpir estátuas de até vinte metros nas montanhas de pedra vulcânica e mover esses gigantes que chegavam a pesar cinqüenta toneladas até a praia, onde se encontram atualmente boa parte dos moais. Além disso, a cultura do homem-pássaro da ilha também, ainda de acordo com o livro, levanta suspeitas de seus moradores terem recebido visitantes dos céus.
O engraçado é como os locais tratam o assunto. Eles comentam como uma ficção científica que ajuda a trazer turistas, mas, quando questionados a respeito da possibilidade dessas conjunturas serem verdadeiras, riem abertamente. Dizem que não há sequer suspeita. Há muitas décadas, a Ilha vem sendo estudada por diversos antropólogos de vários lugares do mundo. Exceto por dois ou três teóricos dos Antigos Astronautas, nenhum deles sequer comentou a respeito das visitas extraterrestres em seus livros e estudos. Digo, nenhum daqueles que foi realmente para lá e de fato ficou tempo o bastante analisando os famosos moais e a cultura Rapa Nui (os construtores das gigantes estátuas de pedra).
E, efetivamente, até esta leiga que passou apenas uma semana lá pôde perceber que a incógnita da Ilha parece não ser tão misterioso assim. Apesar de não haver uma tese antropológica única sobre os costumes e tecnologias da época, as existentes são bastante factíveis. A teoria não-alienígena atual que é predominante foi contada no filme Rapa Nui, dirigido por Kevin Reynolds (o mesmo de Robin Hood de 91 e O segredo das águas de 95). Explica como a cultura Rapa Nui era, ao mesmo tempo, tribal e já tinha conhecimentos muito evoluídos para o contexto em que viviam (morando em uma ilha vulcânica distante de qualquer outra civilização).
Desta vez, a tese de Eric von Däniken não me convenceu. Mas não perco as esperanças para as próximas aventuras!
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Melhores falas - Parte II: Before sunrise
Filme leve e, ao mesmo tempo, denso. Comédia romântica e, ao mesmo tempo, drama. Diálogos divertidos e, ao mesmo tempo, complexos. Vale cada minuto. Vale assistir mais de uma vez. Vale assistir infinitamente. E tenha certeza que aprenderá algo novo cada vez que vê-lo. É mais que um filme. É mais que uma lição de vida: são várias. Tive dificuldade em separar apenas dez citações do filme.
10. Jesse: OK, well this was my thought: 50,000 years ago, there are not even a million people on the planet. 10,000 years ago, there's, like, two million people on the planet. Now there's between five and six billion people on the planet, right? Now, if we all have our own, like, individual, unique soul, right, where do they all come from? You know, are modern souls only a fraction of the original souls? 'Cause if they are, that represents a 5,000 to 1 split of each soul in the last 50,000 years, which is, like, a blip in the Earth's time. You know, so at best we're like these tiny fractions of people, you know, walking... I mean, is that why we're so scattered? You know, is that why we're all so specialized?
9. Jesse: People have these romantic projections they put on everything. That's not based on any kind of reality.
8. Jesse: You know what drives me crazy? It's all these people talking about how great technology is, and how it saves all this time. But, what good is saved time, if nobody uses it? If it just turns into more busy work. You never hear somebody say, "With the time I've saved by using my word processor, I'm gonna go to a Zen monastery and hang out".
7. Jesse: You know what's the worst thing about somebody breaking up with you? It's when you remember how little you thought about the people you broke up with and you realize that is how little they're thinking of you.
6. Celine: I always feel this pressure of being a strong and independent icon of womanhood, and without making it look my whole life is revolving around some guy. But loving someone, and being loved means so much to me. We always make fun of it and stuff. But isn't everything we do in life a way to be loved a little more?
5. Celine: You know, I have this awful paranoid thought that feminism was mostly invented by men so that they could like, fool around a little more. You know, women, free your minds, free your bodies, sleep with me. We're all happy and free as long as I can fuck as much as I want.
4.Celine: Well, even if we were a little bit, y'know. Why does everyone think conflict is so bad. There's a lot of good things coming out of conflict.
3. Jesse: This friend of mine had a kid, and it was a home birth, so he was there helping out and everything. And he said at that profound moment of birth, he was watching this child, experiencing life for the first time, I mean, trying to take its first breath... all he could think about was that he was looking at something that was gonna die someday. He just couldn't get it out of his head. And I think that's so true, I mean, all - everything is so finite. But don't you think that that's what, makes our time, at specific moments, so important?
2.Jesse: I don't know, I think that if I could just accept the fact that my life is supposed to be difficult. You know, that's what to be expected, then I might not get so pissed-off about it and I'll just be glad when something nice happens.
1.Jesse: I kind of see this all love as this, escape for two people who don't know how to be alone. People always talk about how love is this totally unselfish, giving thing, but if you think about it, there's nothing more selfish.
domingo, 27 de outubro de 2013
A outra inspiração de Bram Stoker
Sou uma fã incondicional do livro Drácula, de “Bram” Stoker. E sempre fiquei fascinada – e assustada – com a história do homem que inspirou o vampiro, o Conde Drácula original, também chamado de Vlad, o empalador. Ele ganhou o apelido por ter, durante um evento, se banqueteou enquanto milhares pessoas eram desmembradas e empaladas sob sua ordem. E o fato de gostar de beber sangue o tornou a pessoa perfeita para inspirar o vampiro de Stoker.
Mas o que eu não sabia é que o Conde Draculae, apesar de ser a principal, não foi a única fonte de inspiração de Stoker. De acordo com a Revista História em Curso, Stoker estudou outra pessoa tão macabra quando o famoso empalador. Trata-se também de um membro da realeza: a Condessa Báthory. E, imaginem só: a assassina cruel também ficou famosa por seus atos macabros na também conhecida Transilvânia (o que havia em suas águas?). Não se enganem pelo rosto angelical, que engana muito mais que aquele do Conde mais conhecido do mundo.
Ela acreditava que o sangue de meninas virgens possuía poderes curativos e, por isso o bebia e banhava-se com ele. Também adorava torturar suas vítimas no processo. Mais isso não era suficiente: ela também gostava de colocar suas costureiras em jaulas e as furava com ferro em brasa, para depois as empalar em estacas. Que poético. Acho que a Romênia não será um destino de viagem para mim.
Citação: Drácula de Bram Stoker. Reportagem Condessa Erzsébet Báthory, da Revista História em Curso, nº 13.
sábado, 26 de outubro de 2013
Crise ou Oportunidade?
O mundo se move por crises. É uma frase forte, mas muitos a defendem. E penso que há, de fato, alguns argumentos para essa teoria. Por exemplo, muitas das novas tecnologias (inclusive a própria Internet) vêm das Forças Armadas, cujo maior objetivo é evitar crises sob a forma de guerras ou ataques indesejados. Outra confirmação dessa tese é a enorme quantidade de negócios bem sucedidos que foram iniciados em algum tipo ou momento de adversidade.
Não é para menos que o primeiro capítulo do bestseller brasileiro Oportunidades Disfarçadas, de Carlos Domingos, fala exatamente de negócios bem-sucedidos a partir de oportunidades geradas na crise. Na realidade, ao ler o livro, percebi que todos os capítulos relatam, na realidade, negócios gerados de algum tipo de crise. Só que apenas o primeiro deles levou o nome, pois falou da espécie mais conhecida de crise: a econômica.
Um dos cases de sucesso que o livro apresenta que mais me chamou a atenção foi exatamente o primeiro: sobre a criação do jogo Monopoly (Banco Imobiliário no Brasil). De acordo com Domingos, estima-se que ele já tenha sido jogado por meio bilhão de pessoas, além de já ter sido lançado em vinte seis línguas diferentes e estar presente em oitenta países. Sabe em que condições ele foi criado? Foi um desempregado americano, na crise de 29, que o inventou enquanto tentava distrair os filhos, já que não tinha nada mais para fazer.
E por que essa história me impressionou tanto? Porque percebi o quanto somos criativos e ousados quando estamos no fundo do poço. E faz todo sentido: se estamos bem e acomodados, a tendência é continuarmos com aquela rotina sem surpresa e sem riscos. Mas se estamos infelizes com algo, seja com o emprego, com a família ou com o esposo, estamos inclinados a criar algo ou alguma atividade que alivie nosso desconforto. Eu e meu marido somos exemplos perfeitos (por mais que o resultado financeiro ainda não tenha sido colhido).
O período em que mais estávamos infelizes no trabalho foi exatamente quando decidimos nos dedicar aos nossos hobbies. Eu finalmente comecei a escrever o livro de ficção científica que sempre sonhei em fazer. Ele começou a desenvolver projetos de novos negócios. Ou seja, quando seu chefe for um babaca, seu colega de trabalho puxar seu tapete, seu tio inventar uma história a seu respeito ou seu namorado te der um pé na bunda, concentre-se em fazer aquilo que vai amenizar sua dor. E, quem sabe, sua história vai aparecer na nova edição de Oportunidades Disfarçadas?
Citação: Oportunidades Disfarçadas: Histórias reais de empresas que transformaram problemas em grandes oportunidades. Carlos Domingos. Editora Sextante.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Carpe Diem ou úlcera: a grande escolha do século XXI
Carpe Diem não é somente belo verso latino de um poema de Horácio, imortalizado pelo maravilhoso filme Sociedade dos Poetas Mortos. Carpe Diem é um estilo de vida. Viver todos os dias como se fossem o último não significa, necessariamente, ser inconseqüente, irresponsável ou não ter metas. Como tudo na vida, o ideal é o meio termo. É se planejar para amanhã, mas sem deixar de curtir o hoje. É trabalhar para conquistar seus sonhos, sem deixar de aproveitar ao máximo tudo o que há de bom em sua realidade. Eu digo isso como se fosse fácil, mas tenho uma dificuldade enorme para desfrutar os pequenos momentos. Às vezes, ainda me pego pensando no projeto do mês seguinte durante um cinema com meu marido. Ou pensando naquele email profissional que eu não respondi assim que recebi (o que, por sinal, é a maldição dos celulares com internet). Comecei a me convencer de que teria realmente que exigir menos de mim quando os problemas de saúde começaram a aparecer. De onde é que vocês acham que vem a enxaqueca, ou a dor na coluna, ou o problema intestinal? Do maldito do estresse, causado, por sua vez, por nossa necessidade eterna de sermos o que nunca seremos: perfeitos. Inclusive, saiu uma reportagem assustadora na Galileu de setembro (nº 266) falando exatamente sobre a conexão direta entre o cérebro e o sistema digestivo. E para quê nos estressamos? Por dinheiro? Por viagens? Por vizinhos? Por chefes? Por trânsito? E por nós mesmos, o que fazemos? De que adianta ter todo poder e a melhor situação financeira que se pode conseguir se você não tem saúde – física e mental – para usufruí-la? Ou seja, apesar de ter ficado furiosa com a então Ministra do Turismo, ela tinha razão quando disse: relaxe e goze. Mesmo.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Melhores falas de filmes - Parte I: Avatar
O primeiro filme da série “Melhores falas de filme” não é Avatar apenas pelo fato de ser o mais assistido da história. É também pelos inúmeros temas que este filme – à primeira vista, somente um blockbuster com efeitos sensacionais – apresenta, tais como: existência de mundos paralelos; colonização para exploração, sem conseqüências; a falta de limites éticos e morais do capitalismo; biologia sistêmica e física quântica; amor inter-espécies (belo paralelo com amor inter-racial)... E muitos outros. Seguem as frases de que mais gosto da mega-produção de James Cameron. Sugestões para os próximos são bem-vindas!
15. Jake Sully: There's no such thing as an ex-marine. You may be out, but you never lose the attitude. I told myself I could pass any test a man can pass.
14. Jake Sully: Back on earth, these guys were army dogs, marines fighting for freedom. But out here they're just hired guns, taking the money, working for the company.
13. Dr. Grace Augustine: So you just figured you'd come out here, to the most hostile environment known to man, with no training of any kind, and see how it went? What was going through your head?
Jake Sully: Maybe I was sick of doctors telling me what I couldn't do.
12. Trudy Chacon: We're VFR from here on.
Norm Spellman: What's VFR?
Trudy Chacon: It means you gotta see where you're goin'.
Norm Spellman: You can't see anything!
Trudy Chacon: Exactly. Ain't that a bitch.
11. Jake Sully: Everything is backwards now. Like out there is the true world, and in here is the dream.
10. Jake Sully: With Neytiri it’s learn fast or die.
9. Jake Sully: I’ve already chosen. But this woman must also choose me.
Neytiri: She already has.
8. Jake Sully: I try and understand this deep connection the people have with the forest. She talks about a network of energy that flows through all living things. She says all energy is only borrowed and one day you have to give it back.
7. Jake Sully: I was a stone cold aerial hunter, death from above. Only problem is, you're not the only one.
6. Dr. Grace Augustine: You know, I used to think it was benign neglect, but now I see that you are intentionally screwing me.
5. Jake Sully: I was a warrior who dreamed he could bring peace. Sooner or later though, you always have to wake up.
4. Col. Quaritch: I'll do it with minimal casualties to the indigenous. I'll drive 'em out with gas first. It'll be humane. More or less.
3. Col. Quaritch: You are not in Kansas anymore. You are on Pandora, ladies and gentlemen. Respect that fact every second of every day. If there is a hell, you might wanna go there for some R and R after a tour on Pandora.
2. Col. Quaritch: Nothin's over while I'm breathin'.
1. Mo'at: We have tried to teach other Sky People. It is hard to fill a cup which is already full.
domingo, 20 de outubro de 2013
Há um Dexter dentro de todos nós?
Eu comecei a me preocupar com o meu interesse por crimes cometidos por psicopatas quando fiquei viciada no canal Discovery ID, que somente tem programas sobre... Bem, crimes. Só que depois pensei: se criaram um canal de televisão exclusivamente sobre violência, investigações e assassinatos, eu não sou a única com esse interesse mórbido. Certo? Não sei. Por isso, comecei a reunir evidências de minha teoria. Além do Discovery ID, há diversas séries que se dedicam às mortes violentas: Law and Order; the Mentalist; CSI; Cold Case... E aí cheguei a uma conclusão precipitada: todas essas séries são sobre policiais, promotores, juízes e agentes federais tentando solucionar crimes e prender os seus autores. Ou seja, somos viciados nesse tema porque queremos que a justiça seja feita, ao menos no mundo fictício. Daí surgiu a lembrança de uma série que pôs abaixo minha conclusão (e por isso, afirmei que era precipitada): Dexter. E eu sou uma fã. Dexter é um psicopata que é ídolo de outros malucos. Sei que não sou a única. Tudo bem que ele se empenha em torturar, maltratar, desmembrar e, finalmente, matar somente outros assassinos. Entretanto, o fato de que torcemos por um louco psicopata que não sente nada pela namorada, pela irmã ou pelos colegas de trabalho (e por suas vítimas, claro) é, no mínimo, preocupante. Isso porque eu fiquei apenas nas séries. Depois foram os filmes baseados em assassinos em série da vida real (quantas produções hollywoodianas já temos sobre o maluco do Ted Bundy, mesmo?), livros sobre o tema, documentários e até achei aqui na minha casa uma edição especial de uma das minhas revistas favoritas (Mundo Estranho), cujo título é o seguinte: Crimes que chocaram o mundo. Fiquei com medo de mim mesma. Sério. Proponho, portanto, que os nerds de Harvard, que vivem fazendo pesquisas malucas, estudem o motivo da obsessão dos seres humanos com crimes. Quem apóia?
sábado, 19 de outubro de 2013
North and South: um romance adorável com uma lição de história
Vale a leitura mesmo para aqueles que não são apreciadores de romances ingleses do final do século XVIII e século XIX. Apesar de ter nascido enquanto Jane Austen ainda era viva, e ter sido amiga de ninguém menos que Charlotte Brontë, Elizabeth Gaskell apresenta um estilo próprio (mesmo que influenciada pelas duas). A inglesa escreve romances que possuem um contexto histórico e social presentes em algumas das obras de sua querida Brontë e em alguns dos títulos de Charles Dickens (quem, por sinal, também foi amigo e editou muitos trabalhos de Gaskell). No caso de North and South, o pano de fundo é a fase de industrialização no norte da Inglaterra, que mudou a face de muitas cidades do país. A obra descreve especificamente a indústria do algodão, no momento em que patrões tentavam se manter no negócio em meio a graves gerais. Apesar de ter quase cento e sessenta anos, é uma obra com alguns elementos bem atuais. A primeira dela é a mais óbvia: as greves gerais, em que os trabalhadores buscam por melhores condições de vida e maior igualdade. Muitos dos diálogos e discursos lembram bastante aqueles usados durante as manifestações e revoluções espalhadas pelo mundo (inclusive aqui) atualmente. Os dois personagens principais, Margaret Hale e John Thornton, também apresentam características interessantes. Ele, dono de uma fábrica de algodão, é um “novo rico”, frio e arrogante. Apesar de sua infância pobre, ele demonstra grande antipatia pela classe operária (da qual fez parte por grande parte de sua vida), até que Margaret abre seus olhos. Ela, por sua vez, teve uma eduação utópica, dividida entre a sofisticação da aristocracia inglesa e a vida de filha de religioso no campo. Mas é uma moça questionadora e até impulsiva. Não se preocupa em dizer o que pensa e agir da forma que acha adequada, independentemente da opinião alheia. Aqui há certa semelhança com o casal Elizabeth Bennet e Mr. Darcy, de Orgulho e Preconceito. Só que a realidade em que Margaret e Thornton estão inseridos é muito distinta. Este livro é uma aula de história e uma bela reflexão sobre perspectivas.
Reportagem da Semana: Superação
Revista Mente e Cérebro (Cientific American) Ano XIX nº 248
Há um certo preconceito em relação à capacidade - e velocidade - de superação das pessoas. Se você leva tempo demais para superar um trauma ou uma perda, é emocionalmente fraco. Se é rápido demais, é insensível. Esse artigo fala do assunto sob o ponto de vista do funcionamento do cérebro. E, ao invés de usar adjetivos preconceituosos como "desequilibrado" ou "desumano", usa uma expressão que já se tornou uma grande favorita no mundo da auto-ajuda: "resiliente". No site sinônimos.com.br, a resiliência é descrita como a "reação positiva face às adversidades". Dentre as palavras equivalentes, encontram-se: força, inatacabilidade, invulnerabilidade, resistência e superação. Mas acho que esses sinônimos são tendenciosos e incompletos. Para mim, depois de ler esta reportagem, resiliente se tornou uma expressão para descrever aceitação, realismo e evolução. Aceitação, porque todos precisamos ter consciência de que coisas ruins acontecem. Pois é. E muito. Mesmo a pessoas boas. Mesmo a pessoas maravilhosas! É uma droga. Realismo, porque faz parte da realidade as coisas não sairem exatamente como você planejou. É meu marido (entrepreneur wannabe) saber, por exemplo, que mais de 90% das empresas que são abertas, por mais incríveis que parecem ser - e mais inovadoras - não duram mais do que cinco anos. É o fato de que eu (writer wannabe) tenho menos de 2% de chance de conseguir publicar meus livros. E saber viver com isso. Ponto. Por último, ser resiliente também é estar um passo à frente na cadeia evolutiva. Por quê? Você não conhece a frase "adapte-se ou morra"? É isso aí: ou você supera, ou morre. Talvez não literalmente. Mas vai acontecer, de uma maneira ou outra. Eu sei. A vida é foda. Aprenda a conviver com isso. E ser feliz apesar deste fato. E leia a reportagem para se convencer disso.
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