domingo, 20 de outubro de 2013
Há um Dexter dentro de todos nós?
Eu comecei a me preocupar com o meu interesse por crimes cometidos por psicopatas quando fiquei viciada no canal Discovery ID, que somente tem programas sobre... Bem, crimes. Só que depois pensei: se criaram um canal de televisão exclusivamente sobre violência, investigações e assassinatos, eu não sou a única com esse interesse mórbido. Certo? Não sei. Por isso, comecei a reunir evidências de minha teoria. Além do Discovery ID, há diversas séries que se dedicam às mortes violentas: Law and Order; the Mentalist; CSI; Cold Case... E aí cheguei a uma conclusão precipitada: todas essas séries são sobre policiais, promotores, juízes e agentes federais tentando solucionar crimes e prender os seus autores. Ou seja, somos viciados nesse tema porque queremos que a justiça seja feita, ao menos no mundo fictício. Daí surgiu a lembrança de uma série que pôs abaixo minha conclusão (e por isso, afirmei que era precipitada): Dexter. E eu sou uma fã. Dexter é um psicopata que é ídolo de outros malucos. Sei que não sou a única. Tudo bem que ele se empenha em torturar, maltratar, desmembrar e, finalmente, matar somente outros assassinos. Entretanto, o fato de que torcemos por um louco psicopata que não sente nada pela namorada, pela irmã ou pelos colegas de trabalho (e por suas vítimas, claro) é, no mínimo, preocupante. Isso porque eu fiquei apenas nas séries. Depois foram os filmes baseados em assassinos em série da vida real (quantas produções hollywoodianas já temos sobre o maluco do Ted Bundy, mesmo?), livros sobre o tema, documentários e até achei aqui na minha casa uma edição especial de uma das minhas revistas favoritas (Mundo Estranho), cujo título é o seguinte: Crimes que chocaram o mundo. Fiquei com medo de mim mesma. Sério. Proponho, portanto, que os nerds de Harvard, que vivem fazendo pesquisas malucas, estudem o motivo da obsessão dos seres humanos com crimes. Quem apóia?
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