sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Carpe Diem ou úlcera: a grande escolha do século XXI
Carpe Diem não é somente belo verso latino de um poema de Horácio, imortalizado pelo maravilhoso filme Sociedade dos Poetas Mortos. Carpe Diem é um estilo de vida. Viver todos os dias como se fossem o último não significa, necessariamente, ser inconseqüente, irresponsável ou não ter metas. Como tudo na vida, o ideal é o meio termo. É se planejar para amanhã, mas sem deixar de curtir o hoje. É trabalhar para conquistar seus sonhos, sem deixar de aproveitar ao máximo tudo o que há de bom em sua realidade. Eu digo isso como se fosse fácil, mas tenho uma dificuldade enorme para desfrutar os pequenos momentos. Às vezes, ainda me pego pensando no projeto do mês seguinte durante um cinema com meu marido. Ou pensando naquele email profissional que eu não respondi assim que recebi (o que, por sinal, é a maldição dos celulares com internet). Comecei a me convencer de que teria realmente que exigir menos de mim quando os problemas de saúde começaram a aparecer. De onde é que vocês acham que vem a enxaqueca, ou a dor na coluna, ou o problema intestinal? Do maldito do estresse, causado, por sua vez, por nossa necessidade eterna de sermos o que nunca seremos: perfeitos. Inclusive, saiu uma reportagem assustadora na Galileu de setembro (nº 266) falando exatamente sobre a conexão direta entre o cérebro e o sistema digestivo. E para quê nos estressamos? Por dinheiro? Por viagens? Por vizinhos? Por chefes? Por trânsito? E por nós mesmos, o que fazemos? De que adianta ter todo poder e a melhor situação financeira que se pode conseguir se você não tem saúde – física e mental – para usufruí-la? Ou seja, apesar de ter ficado furiosa com a então Ministra do Turismo, ela tinha razão quando disse: relaxe e goze. Mesmo.
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