sábado, 26 de outubro de 2013
Crise ou Oportunidade?
O mundo se move por crises. É uma frase forte, mas muitos a defendem. E penso que há, de fato, alguns argumentos para essa teoria. Por exemplo, muitas das novas tecnologias (inclusive a própria Internet) vêm das Forças Armadas, cujo maior objetivo é evitar crises sob a forma de guerras ou ataques indesejados. Outra confirmação dessa tese é a enorme quantidade de negócios bem sucedidos que foram iniciados em algum tipo ou momento de adversidade.
Não é para menos que o primeiro capítulo do bestseller brasileiro Oportunidades Disfarçadas, de Carlos Domingos, fala exatamente de negócios bem-sucedidos a partir de oportunidades geradas na crise. Na realidade, ao ler o livro, percebi que todos os capítulos relatam, na realidade, negócios gerados de algum tipo de crise. Só que apenas o primeiro deles levou o nome, pois falou da espécie mais conhecida de crise: a econômica.
Um dos cases de sucesso que o livro apresenta que mais me chamou a atenção foi exatamente o primeiro: sobre a criação do jogo Monopoly (Banco Imobiliário no Brasil). De acordo com Domingos, estima-se que ele já tenha sido jogado por meio bilhão de pessoas, além de já ter sido lançado em vinte seis línguas diferentes e estar presente em oitenta países. Sabe em que condições ele foi criado? Foi um desempregado americano, na crise de 29, que o inventou enquanto tentava distrair os filhos, já que não tinha nada mais para fazer.
E por que essa história me impressionou tanto? Porque percebi o quanto somos criativos e ousados quando estamos no fundo do poço. E faz todo sentido: se estamos bem e acomodados, a tendência é continuarmos com aquela rotina sem surpresa e sem riscos. Mas se estamos infelizes com algo, seja com o emprego, com a família ou com o esposo, estamos inclinados a criar algo ou alguma atividade que alivie nosso desconforto. Eu e meu marido somos exemplos perfeitos (por mais que o resultado financeiro ainda não tenha sido colhido).
O período em que mais estávamos infelizes no trabalho foi exatamente quando decidimos nos dedicar aos nossos hobbies. Eu finalmente comecei a escrever o livro de ficção científica que sempre sonhei em fazer. Ele começou a desenvolver projetos de novos negócios. Ou seja, quando seu chefe for um babaca, seu colega de trabalho puxar seu tapete, seu tio inventar uma história a seu respeito ou seu namorado te der um pé na bunda, concentre-se em fazer aquilo que vai amenizar sua dor. E, quem sabe, sua história vai aparecer na nova edição de Oportunidades Disfarçadas?
Citação: Oportunidades Disfarçadas: Histórias reais de empresas que transformaram problemas em grandes oportunidades. Carlos Domingos. Editora Sextante.
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