sábado, 19 de outubro de 2013
Reportagem da Semana: Superação
Revista Mente e Cérebro (Cientific American) Ano XIX nº 248
Há um certo preconceito em relação à capacidade - e velocidade - de superação das pessoas. Se você leva tempo demais para superar um trauma ou uma perda, é emocionalmente fraco. Se é rápido demais, é insensível. Esse artigo fala do assunto sob o ponto de vista do funcionamento do cérebro. E, ao invés de usar adjetivos preconceituosos como "desequilibrado" ou "desumano", usa uma expressão que já se tornou uma grande favorita no mundo da auto-ajuda: "resiliente". No site sinônimos.com.br, a resiliência é descrita como a "reação positiva face às adversidades". Dentre as palavras equivalentes, encontram-se: força, inatacabilidade, invulnerabilidade, resistência e superação. Mas acho que esses sinônimos são tendenciosos e incompletos. Para mim, depois de ler esta reportagem, resiliente se tornou uma expressão para descrever aceitação, realismo e evolução. Aceitação, porque todos precisamos ter consciência de que coisas ruins acontecem. Pois é. E muito. Mesmo a pessoas boas. Mesmo a pessoas maravilhosas! É uma droga. Realismo, porque faz parte da realidade as coisas não sairem exatamente como você planejou. É meu marido (entrepreneur wannabe) saber, por exemplo, que mais de 90% das empresas que são abertas, por mais incríveis que parecem ser - e mais inovadoras - não duram mais do que cinco anos. É o fato de que eu (writer wannabe) tenho menos de 2% de chance de conseguir publicar meus livros. E saber viver com isso. Ponto. Por último, ser resiliente também é estar um passo à frente na cadeia evolutiva. Por quê? Você não conhece a frase "adapte-se ou morra"? É isso aí: ou você supera, ou morre. Talvez não literalmente. Mas vai acontecer, de uma maneira ou outra. Eu sei. A vida é foda. Aprenda a conviver com isso. E ser feliz apesar deste fato. E leia a reportagem para se convencer disso.
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Parabéns pelo seu artigo "Há um Dexter dentro de todos nós?", mas há também outro grande meio de comunicação que colabora com a obsessão. Os jornais. Sejam eles nas Tvs,nas rádios ou impressos. A verdade é que se percebermos todos eles incitam e ajudam na divulgação e normalização da violência. Deveria ser passeata a favor da paz e não contra a violência. Por que toda passeata é contra alguma coisa? Está errado!! Cabe a nós sairmos dessa vibe e seguir com a vida acreditando e agindo para termos a paz sempre. Obrigado
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