terça-feira, 5 de novembro de 2013

Você é o que você come? Medo.

Na semana passada, vi uma reportagem na televisão que me deixou sem opinião (acredite, não é nada normal). Falava sobre um projeto de lei em São Paulo que proíbe a produção e venda de foie gras na cidade, por conta crueldade de seu método de produção. O método, chamado gavage, envolve a alimentação forçada das aves, para que o fígado do pato fique gordo. Comecei a pensar sobre outras coisas que comemos. Foi quando li uma reportagem que me assustou ainda mais. Era um pequeno artigo da Superinteressante sobre produção de frango. A primeira informação eu já tinha ouvido falar, mas não sabia que era tão extrema: como o uso de hormônios é proibido, os animais são tão turbinados com o uso maciço de antibióticos (quatro vezes mais do que nós consumimos). Isso faz com que os frangos tenham mais chances de ter bactérias e doenças, já que são resistentes ao remédio. A forma que os frangos são criados também é extremamente cruel. São, em média, treze animais para cada metro quadrado. Para piorar, li ainda outra reportagem que me fez sentir uma assassina fria à la Dexter, da Galileu, que fala sobre as novas descobertas acerca da consciência animal. Especificamente sobre as galinhas, havia duas informações surreais: foi comprovado que a galinha tem consciência do próprio sofrimento e, além disso, ela tem empatia pelo sofrimento de suas companheiras. Pense bem no que você come. Isso pode revelar um pouco mais de quem você é e, o mais importante, de quem você quer ser. Citações: reportagem da SuperInteressante, Edição 324, outubro/2013, página 24. Reportagem da Galileu, Edição nº 265, agosto/2013, página 46.

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