quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Melhores falas - Parte II: Before sunrise

Filme leve e, ao mesmo tempo, denso. Comédia romântica e, ao mesmo tempo, drama. Diálogos divertidos e, ao mesmo tempo, complexos. Vale cada minuto. Vale assistir mais de uma vez. Vale assistir infinitamente. E tenha certeza que aprenderá algo novo cada vez que vê-lo. É mais que um filme. É mais que uma lição de vida: são várias. Tive dificuldade em separar apenas dez citações do filme. 10. Jesse: OK, well this was my thought: 50,000 years ago, there are not even a million people on the planet. 10,000 years ago, there's, like, two million people on the planet. Now there's between five and six billion people on the planet, right? Now, if we all have our own, like, individual, unique soul, right, where do they all come from? You know, are modern souls only a fraction of the original souls? 'Cause if they are, that represents a 5,000 to 1 split of each soul in the last 50,000 years, which is, like, a blip in the Earth's time. You know, so at best we're like these tiny fractions of people, you know, walking... I mean, is that why we're so scattered? You know, is that why we're all so specialized? 9. Jesse: People have these romantic projections they put on everything. That's not based on any kind of reality. 8. Jesse: You know what drives me crazy? It's all these people talking about how great technology is, and how it saves all this time. But, what good is saved time, if nobody uses it? If it just turns into more busy work. You never hear somebody say, "With the time I've saved by using my word processor, I'm gonna go to a Zen monastery and hang out". 7. Jesse: You know what's the worst thing about somebody breaking up with you? It's when you remember how little you thought about the people you broke up with and you realize that is how little they're thinking of you. 6. Celine: I always feel this pressure of being a strong and independent icon of womanhood, and without making it look my whole life is revolving around some guy. But loving someone, and being loved means so much to me. We always make fun of it and stuff. But isn't everything we do in life a way to be loved a little more? 5. Celine: You know, I have this awful paranoid thought that feminism was mostly invented by men so that they could like, fool around a little more. You know, women, free your minds, free your bodies, sleep with me. We're all happy and free as long as I can fuck as much as I want. 4.Celine: Well, even if we were a little bit, y'know. Why does everyone think conflict is so bad. There's a lot of good things coming out of conflict. 3. Jesse: This friend of mine had a kid, and it was a home birth, so he was there helping out and everything. And he said at that profound moment of birth, he was watching this child, experiencing life for the first time, I mean, trying to take its first breath... all he could think about was that he was looking at something that was gonna die someday. He just couldn't get it out of his head. And I think that's so true, I mean, all - everything is so finite. But don't you think that that's what, makes our time, at specific moments, so important? 2.Jesse: I don't know, I think that if I could just accept the fact that my life is supposed to be difficult. You know, that's what to be expected, then I might not get so pissed-off about it and I'll just be glad when something nice happens. 1.Jesse: I kind of see this all love as this, escape for two people who don't know how to be alone. People always talk about how love is this totally unselfish, giving thing, but if you think about it, there's nothing more selfish.

domingo, 27 de outubro de 2013

A outra inspiração de Bram Stoker

Sou uma fã incondicional do livro Drácula, de “Bram” Stoker. E sempre fiquei fascinada – e assustada – com a história do homem que inspirou o vampiro, o Conde Drácula original, também chamado de Vlad, o empalador. Ele ganhou o apelido por ter, durante um evento, se banqueteou enquanto milhares pessoas eram desmembradas e empaladas sob sua ordem. E o fato de gostar de beber sangue o tornou a pessoa perfeita para inspirar o vampiro de Stoker. Mas o que eu não sabia é que o Conde Draculae, apesar de ser a principal, não foi a única fonte de inspiração de Stoker. De acordo com a Revista História em Curso, Stoker estudou outra pessoa tão macabra quando o famoso empalador. Trata-se também de um membro da realeza: a Condessa Báthory. E, imaginem só: a assassina cruel também ficou famosa por seus atos macabros na também conhecida Transilvânia (o que havia em suas águas?). Não se enganem pelo rosto angelical, que engana muito mais que aquele do Conde mais conhecido do mundo. Ela acreditava que o sangue de meninas virgens possuía poderes curativos e, por isso o bebia e banhava-se com ele. Também adorava torturar suas vítimas no processo. Mais isso não era suficiente: ela também gostava de colocar suas costureiras em jaulas e as furava com ferro em brasa, para depois as empalar em estacas. Que poético. Acho que a Romênia não será um destino de viagem para mim. Citação: Drácula de Bram Stoker. Reportagem Condessa Erzsébet Báthory, da Revista História em Curso, nº 13.

sábado, 26 de outubro de 2013

Crise ou Oportunidade?

O mundo se move por crises. É uma frase forte, mas muitos a defendem. E penso que há, de fato, alguns argumentos para essa teoria. Por exemplo, muitas das novas tecnologias (inclusive a própria Internet) vêm das Forças Armadas, cujo maior objetivo é evitar crises sob a forma de guerras ou ataques indesejados. Outra confirmação dessa tese é a enorme quantidade de negócios bem sucedidos que foram iniciados em algum tipo ou momento de adversidade. Não é para menos que o primeiro capítulo do bestseller brasileiro Oportunidades Disfarçadas, de Carlos Domingos, fala exatamente de negócios bem-sucedidos a partir de oportunidades geradas na crise. Na realidade, ao ler o livro, percebi que todos os capítulos relatam, na realidade, negócios gerados de algum tipo de crise. Só que apenas o primeiro deles levou o nome, pois falou da espécie mais conhecida de crise: a econômica. Um dos cases de sucesso que o livro apresenta que mais me chamou a atenção foi exatamente o primeiro: sobre a criação do jogo Monopoly (Banco Imobiliário no Brasil). De acordo com Domingos, estima-se que ele já tenha sido jogado por meio bilhão de pessoas, além de já ter sido lançado em vinte seis línguas diferentes e estar presente em oitenta países. Sabe em que condições ele foi criado? Foi um desempregado americano, na crise de 29, que o inventou enquanto tentava distrair os filhos, já que não tinha nada mais para fazer. E por que essa história me impressionou tanto? Porque percebi o quanto somos criativos e ousados quando estamos no fundo do poço. E faz todo sentido: se estamos bem e acomodados, a tendência é continuarmos com aquela rotina sem surpresa e sem riscos. Mas se estamos infelizes com algo, seja com o emprego, com a família ou com o esposo, estamos inclinados a criar algo ou alguma atividade que alivie nosso desconforto. Eu e meu marido somos exemplos perfeitos (por mais que o resultado financeiro ainda não tenha sido colhido). O período em que mais estávamos infelizes no trabalho foi exatamente quando decidimos nos dedicar aos nossos hobbies. Eu finalmente comecei a escrever o livro de ficção científica que sempre sonhei em fazer. Ele começou a desenvolver projetos de novos negócios. Ou seja, quando seu chefe for um babaca, seu colega de trabalho puxar seu tapete, seu tio inventar uma história a seu respeito ou seu namorado te der um pé na bunda, concentre-se em fazer aquilo que vai amenizar sua dor. E, quem sabe, sua história vai aparecer na nova edição de Oportunidades Disfarçadas? Citação: Oportunidades Disfarçadas: Histórias reais de empresas que transformaram problemas em grandes oportunidades. Carlos Domingos. Editora Sextante.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Carpe Diem ou úlcera: a grande escolha do século XXI

Carpe Diem não é somente belo verso latino de um poema de Horácio, imortalizado pelo maravilhoso filme Sociedade dos Poetas Mortos. Carpe Diem é um estilo de vida. Viver todos os dias como se fossem o último não significa, necessariamente, ser inconseqüente, irresponsável ou não ter metas. Como tudo na vida, o ideal é o meio termo. É se planejar para amanhã, mas sem deixar de curtir o hoje. É trabalhar para conquistar seus sonhos, sem deixar de aproveitar ao máximo tudo o que há de bom em sua realidade. Eu digo isso como se fosse fácil, mas tenho uma dificuldade enorme para desfrutar os pequenos momentos. Às vezes, ainda me pego pensando no projeto do mês seguinte durante um cinema com meu marido. Ou pensando naquele email profissional que eu não respondi assim que recebi (o que, por sinal, é a maldição dos celulares com internet). Comecei a me convencer de que teria realmente que exigir menos de mim quando os problemas de saúde começaram a aparecer. De onde é que vocês acham que vem a enxaqueca, ou a dor na coluna, ou o problema intestinal? Do maldito do estresse, causado, por sua vez, por nossa necessidade eterna de sermos o que nunca seremos: perfeitos. Inclusive, saiu uma reportagem assustadora na Galileu de setembro (nº 266) falando exatamente sobre a conexão direta entre o cérebro e o sistema digestivo. E para quê nos estressamos? Por dinheiro? Por viagens? Por vizinhos? Por chefes? Por trânsito? E por nós mesmos, o que fazemos? De que adianta ter todo poder e a melhor situação financeira que se pode conseguir se você não tem saúde – física e mental – para usufruí-la? Ou seja, apesar de ter ficado furiosa com a então Ministra do Turismo, ela tinha razão quando disse: relaxe e goze. Mesmo.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Melhores falas de filmes - Parte I: Avatar

O primeiro filme da série “Melhores falas de filme” não é Avatar apenas pelo fato de ser o mais assistido da história. É também pelos inúmeros temas que este filme – à primeira vista, somente um blockbuster com efeitos sensacionais – apresenta, tais como: existência de mundos paralelos; colonização para exploração, sem conseqüências; a falta de limites éticos e morais do capitalismo; biologia sistêmica e física quântica; amor inter-espécies (belo paralelo com amor inter-racial)... E muitos outros. Seguem as frases de que mais gosto da mega-produção de James Cameron. Sugestões para os próximos são bem-vindas! 15. Jake Sully: There's no such thing as an ex-marine. You may be out, but you never lose the attitude. I told myself I could pass any test a man can pass. 14. Jake Sully: Back on earth, these guys were army dogs, marines fighting for freedom. But out here they're just hired guns, taking the money, working for the company. 13. Dr. Grace Augustine: So you just figured you'd come out here, to the most hostile environment known to man, with no training of any kind, and see how it went? What was going through your head? Jake Sully: Maybe I was sick of doctors telling me what I couldn't do. 12. Trudy Chacon: We're VFR from here on. Norm Spellman: What's VFR? Trudy Chacon: It means you gotta see where you're goin'. Norm Spellman: You can't see anything! Trudy Chacon: Exactly. Ain't that a bitch. 11. Jake Sully: Everything is backwards now. Like out there is the true world, and in here is the dream. 10. Jake Sully: With Neytiri it’s learn fast or die. 9. Jake Sully: I’ve already chosen. But this woman must also choose me. Neytiri: She already has. 8. Jake Sully: I try and understand this deep connection the people have with the forest. She talks about a network of energy that flows through all living things. She says all energy is only borrowed and one day you have to give it back. 7. Jake Sully: I was a stone cold aerial hunter, death from above. Only problem is, you're not the only one. 6. Dr. Grace Augustine: You know, I used to think it was benign neglect, but now I see that you are intentionally screwing me. 5. Jake Sully: I was a warrior who dreamed he could bring peace. Sooner or later though, you always have to wake up. 4. Col. Quaritch: I'll do it with minimal casualties to the indigenous. I'll drive 'em out with gas first. It'll be humane. More or less. 3. Col. Quaritch: You are not in Kansas anymore. You are on Pandora, ladies and gentlemen. Respect that fact every second of every day. If there is a hell, you might wanna go there for some R and R after a tour on Pandora. 2. Col. Quaritch: Nothin's over while I'm breathin'. 1. Mo'at: We have tried to teach other Sky People. It is hard to fill a cup which is already full.

domingo, 20 de outubro de 2013

Há um Dexter dentro de todos nós?

Eu comecei a me preocupar com o meu interesse por crimes cometidos por psicopatas quando fiquei viciada no canal Discovery ID, que somente tem programas sobre... Bem, crimes. Só que depois pensei: se criaram um canal de televisão exclusivamente sobre violência, investigações e assassinatos, eu não sou a única com esse interesse mórbido. Certo? Não sei. Por isso, comecei a reunir evidências de minha teoria. Além do Discovery ID, há diversas séries que se dedicam às mortes violentas: Law and Order; the Mentalist; CSI; Cold Case... E aí cheguei a uma conclusão precipitada: todas essas séries são sobre policiais, promotores, juízes e agentes federais tentando solucionar crimes e prender os seus autores. Ou seja, somos viciados nesse tema porque queremos que a justiça seja feita, ao menos no mundo fictício. Daí surgiu a lembrança de uma série que pôs abaixo minha conclusão (e por isso, afirmei que era precipitada): Dexter. E eu sou uma fã. Dexter é um psicopata que é ídolo de outros malucos. Sei que não sou a única. Tudo bem que ele se empenha em torturar, maltratar, desmembrar e, finalmente, matar somente outros assassinos. Entretanto, o fato de que torcemos por um louco psicopata que não sente nada pela namorada, pela irmã ou pelos colegas de trabalho (e por suas vítimas, claro) é, no mínimo, preocupante. Isso porque eu fiquei apenas nas séries. Depois foram os filmes baseados em assassinos em série da vida real (quantas produções hollywoodianas já temos sobre o maluco do Ted Bundy, mesmo?), livros sobre o tema, documentários e até achei aqui na minha casa uma edição especial de uma das minhas revistas favoritas (Mundo Estranho), cujo título é o seguinte: Crimes que chocaram o mundo. Fiquei com medo de mim mesma. Sério. Proponho, portanto, que os nerds de Harvard, que vivem fazendo pesquisas malucas, estudem o motivo da obsessão dos seres humanos com crimes. Quem apóia?

sábado, 19 de outubro de 2013

North and South: um romance adorável com uma lição de história

Vale a leitura mesmo para aqueles que não são apreciadores de romances ingleses do final do século XVIII e século XIX. Apesar de ter nascido enquanto Jane Austen ainda era viva, e ter sido amiga de ninguém menos que Charlotte Brontë, Elizabeth Gaskell apresenta um estilo próprio (mesmo que influenciada pelas duas). A inglesa escreve romances que possuem um contexto histórico e social presentes em algumas das obras de sua querida Brontë e em alguns dos títulos de Charles Dickens (quem, por sinal, também foi amigo e editou muitos trabalhos de Gaskell). No caso de North and South, o pano de fundo é a fase de industrialização no norte da Inglaterra, que mudou a face de muitas cidades do país. A obra descreve especificamente a indústria do algodão, no momento em que patrões tentavam se manter no negócio em meio a graves gerais. Apesar de ter quase cento e sessenta anos, é uma obra com alguns elementos bem atuais. A primeira dela é a mais óbvia: as greves gerais, em que os trabalhadores buscam por melhores condições de vida e maior igualdade. Muitos dos diálogos e discursos lembram bastante aqueles usados durante as manifestações e revoluções espalhadas pelo mundo (inclusive aqui) atualmente. Os dois personagens principais, Margaret Hale e John Thornton, também apresentam características interessantes. Ele, dono de uma fábrica de algodão, é um “novo rico”, frio e arrogante. Apesar de sua infância pobre, ele demonstra grande antipatia pela classe operária (da qual fez parte por grande parte de sua vida), até que Margaret abre seus olhos. Ela, por sua vez, teve uma eduação utópica, dividida entre a sofisticação da aristocracia inglesa e a vida de filha de religioso no campo. Mas é uma moça questionadora e até impulsiva. Não se preocupa em dizer o que pensa e agir da forma que acha adequada, independentemente da opinião alheia. Aqui há certa semelhança com o casal Elizabeth Bennet e Mr. Darcy, de Orgulho e Preconceito. Só que a realidade em que Margaret e Thornton estão inseridos é muito distinta. Este livro é uma aula de história e uma bela reflexão sobre perspectivas.

Reportagem da Semana: Superação

Revista Mente e Cérebro (Cientific American) Ano XIX nº 248 Há um certo preconceito em relação à capacidade - e velocidade - de superação das pessoas. Se você leva tempo demais para superar um trauma ou uma perda, é emocionalmente fraco. Se é rápido demais, é insensível. Esse artigo fala do assunto sob o ponto de vista do funcionamento do cérebro. E, ao invés de usar adjetivos preconceituosos como "desequilibrado" ou "desumano", usa uma expressão que já se tornou uma grande favorita no mundo da auto-ajuda: "resiliente". No site sinônimos.com.br, a resiliência é descrita como a "reação positiva face às adversidades". Dentre as palavras equivalentes, encontram-se: força, inatacabilidade, invulnerabilidade, resistência e superação. Mas acho que esses sinônimos são tendenciosos e incompletos. Para mim, depois de ler esta reportagem, resiliente se tornou uma expressão para descrever aceitação, realismo e evolução. Aceitação, porque todos precisamos ter consciência de que coisas ruins acontecem. Pois é. E muito. Mesmo a pessoas boas. Mesmo a pessoas maravilhosas! É uma droga. Realismo, porque faz parte da realidade as coisas não sairem exatamente como você planejou. É meu marido (entrepreneur wannabe) saber, por exemplo, que mais de 90% das empresas que são abertas, por mais incríveis que parecem ser - e mais inovadoras - não duram mais do que cinco anos. É o fato de que eu (writer wannabe) tenho menos de 2% de chance de conseguir publicar meus livros. E saber viver com isso. Ponto. Por último, ser resiliente também é estar um passo à frente na cadeia evolutiva. Por quê? Você não conhece a frase "adapte-se ou morra"? É isso aí: ou você supera, ou morre. Talvez não literalmente. Mas vai acontecer, de uma maneira ou outra. Eu sei. A vida é foda. Aprenda a conviver com isso. E ser feliz apesar deste fato. E leia a reportagem para se convencer disso.